o escritório pós-pandemia – parte 3

Continuamos aqui nossas considerações sobre o que será o espaço de trabalho pós-covid19.

Desta vez, gostaria de conversar um pouco sobre o aspecto humano do retorno aos espaços de trabalho. Temos visto uma séria de guias, documentos, diretrizes sobre como adaptar os edifícios e os escritórios físicos para a volta. O mesmo é abordado em webinars, inclusive nos que participei como um dos interlocutores, mas algo que não vejo muito ser discutido é sobre as pessoas.

Mesmo que consigamos amenizar as possibilidades de contágio nos espaços, sabemos que não será possível garantir 100% que as pessoas não se contaminem, isso é impossível. Principalmente porque nessa conta dos guias de volta não estão consideradas variantes não controláveis pelas empresas e donos de edifícios, como por exemplo:

_como as pessoas se deslocam para o trabalho: transporte público, a pé, transporte alternativo, carro próprio, compartilhado etc;

_como as pessoas vivem: moram sozinhas, com pessoas em grupo de risco, idosos etc.

Mas, ainda mais importante, como elas se sentem, independentemente dos fatores acima mencionados, em saírem de casa e voltarem ao escritório. Psicologicamente estamos passando por um momento de grandes opostos – temos mais tempo com os filhos, mas ao mesmo tempo não sabemos se continuaremos em nossos empregos ou não, só para citar um exemplo.

Uma pesquisa recente, realizada por uma empresa americana, mostrou que a maioria das pessoas quer voltar ao escritório, mas gostaria que essa volta também fosse uma oportunidade de resolver alguns problemas que vêm sendo discutidos sobre o espaço físico de trabalho – o excesso de barulho e distrações, a alta densidade, a mobilidade e os unassigned desks (estações de trabalho sem dono). Também foi exposto que as gerações mais novas são aquelas que mais querem voltar para o escritório, diferentemente do que poderíamos esperar de gerações digitais e virtuais (Gen Z e Millenials).

Mas e aqui no Brasil, como esse quadro está delineado? Para termos uma ideia do nosso cenário local, gostaríamos de convidar a todos para responderem uma pequena pesquisa. Os dados são confidenciais e a pesquisa é anônima. Clique aqui para participar.

Agradecemos muito sua participação. É uma maneira que encontramos para ajudar a entender um pouco mais esse complexo cenário em que vivemos e que pode perdurar por um longo período.

Luiz Gustavo Campos
Arquiteto | Workplace Strategist
RP Estúdio